Produção de cana do Brasil deve crescer para 675 milhões de toneladas, segundo USDA.

23 de abril de 2026

O Brasil continua mantendo sua posição como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e açúcar. Segundo estimativas do adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília, a produção total de cana-de-açúcar para a safra 2026/27 (abril a março) deve atingir 675 milhões de toneladas. A produção na região Centro-Sul (CS) está projetada em 620 milhões de toneladas, enquanto a região Norte-Nordeste (NNE) deverá produzir 55 milhões de toneladas.

A produção de cana-de-açúcar para a safra 2026/27 deverá aumentar em aproximadamente dois por cento em comparação com a safra 2025/26 (660 milhões de toneladas), devido à melhoria das condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento dos canaviais e, consequentemente, o aumento da produtividade agrícola.

Ao longo de 2025, as regiões produtoras de cana-de-açúcar da CS registraram volumes de chuva dentro da normalidade, o que resultou na recuperação dos canaviais afetados pela seca e pelo calor excessivo registrados em 2024, levando a ganhos acelerados de biomassa.

Consequentemente, espera-se que a colheita de cana-de-açúcar nos primeiros três meses da safra 2026/27 (primeiro terço da colheita) registre níveis ligeiramente mais altos de toneladas de cana por hectare (TCH) e níveis mais altos de Açúcares Recuperáveis ​​Totais (TRS) em comparação com a safra anterior.

Ao contrário das safras recentes, a moagem da cana-de-açúcar deverá ser direcionada mais fortemente para a produção de etanol, reduzindo assim a participação da produção de açúcar, que é estimada em 48% para açúcar e 52% para etanol na safra 2026/27. A safra 2025/26 teve uma participação de 49,5% para açúcar e 50,5% para etanol.

A forte demanda doméstica por etanol impulsiona a mudança na proporção açúcar-etanol. A mistura de etanol anidro na gasolina aumentou de 27% (E27) para 30% (E30) em agosto de 2025, enquanto o etanol hidratado oferece aos produtores melhores preços domésticos e rentabilidade do que o açúcar. A queda dos preços internacionais do açúcar reforça essa tendência.

As chuvas de abril e maio de 2026 determinarão a trajetória da colheita de cana-de-açúcar do segundo semestre, embora os índices de produtividade agrícola e industrial devam permanecer próximos aos níveis da safra 2025/26.

Foto: Freepik

 

Fonte: Safra e Mercado