Cenário de fragilidade segue refletindo em queda nos preços da carne suína.

24 de agosto de 2026

A semana registrou queda nos preços do quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o cenário de fragilidade para as cotações persistiu na semana.

Maia explicou que as negociações envolvendo animais vivos seguiram truncadas, com frigoríficos demonstrando cautela na formação de preços, avaliando que a oferta de animais permanece confortável frente às necessidades atuais de abate.

No mercado atacadista, o analista ressalta que o cenário também segue desafiador. “Os principais cortes estão patinando e sem sinais consistentes de recuperação no curto prazo, reflexo do excedente de oferta ainda presente no mercado doméstico”, disse.

Diante do contexto do mercado, Maia destaca que os suinocultores demonstram crescente preocupação com a rentabilidade da atividade, uma vez que muitos trabalham com margens negativas. “A exportação continua sendo o principal fator positivo do setor em 2026, devendo fechar com novo recorde”, disse.

No entanto, o forte ritmo dos embarques ainda não tem sido suficiente para reduzir de forma significativa a disponibilidade interna de carne suína e criar um ambiente mais favorável para a valorização dos preços no mercado doméstico.

Preços

Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país desceu de R$ 4,87 para R$ 4,85 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado foi de R$ 7,73 para R$ 7,61 e a média do pernil permaneceu em R$ 9,59.

A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 97,00 para R$ 96,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 4,90 e no interior do estado em R$ 4,70.

Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração teve estabilidade de R$ 4,80 e no interior catarinense de R$ 4,60. No Paraná, o preço do quilo vivo permaneceu em R$ 4,65 no mercado livre e, na integração, em R$ 5,15.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande seguiu em R$ 4,80 e, na integração, em R$ 4,80. Em Goiânia, os preços seguiram em R$ 5,00. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram queda de R$ 5,15 para R$ 5,00 e, no mercado independente, de R$ 5,30 para R$ 5,20. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis recuou de R$ 5,10 para R$ 5,05 e, na integração do estado, continuou em R$ 4,80.

Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 134,893 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 13,489 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 56,568 mil toneladas, com média diária de 5,657 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.384,6 por tonelada.

Em relação a agosto de 2025, houve alta de 2,1% no valor médio diário, avanço de 10,5% na quantidade média diária e queda de 7,6% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Foto: Freepik

 

Fonte: Safra e Mercado